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Pessoas vindas de áreas de risco que sentirem sintomas da febre amarela devem procurar serviços de saúde PDF Imprimir E-mail
Qui, 16 de Fevereiro de 2017 16:17

Airamir Padilha da Anvisa e Maria Eunice 02“As pessoas que viajarem para áreas de risco de febre amarela e, ao retornarem, sentirem alguns sintomas que levem à suspeita de que estão com a doença devem procurar imediatamente os serviços públicos de saúde para que sejam tomadas providências urgentes no sentido de diagnosticar se há ou não a presença do vírus em seus organismos”, alertou a diretora-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB), Maria Eunice Kehrle dos Guimarães, após reunião com o coordenador de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Anvisa na Paraíba, José Airamir Padilha.

 

Juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Agevisa/PB está integrada às ações preventivas contra a febre amarela desenvolvida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, com o objetivo de reforçar as barreiras sanitárias rodoviárias, aéreas e marítimas e evitar a introdução do vírus da febre amarela no território paraibano.

 

Na Paraíba não há circulação viral da febre amarela, entretanto, segundo a SES/PB, é importante que os serviços de saúde públicos e privados estejam atentos a possíveis casos suspeitos, conforme definição do Ministério da Saúde.

 

A febre amarela e seus sintomas – Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, a febre amarela é uma doença febril aguda (de curta duração – no máximo doze dias) cuja letalidade varia de 5 a 10% nos casos oligossintomáticos, podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias).

 

Os sintomas da doença aparecem em forma de febre de início súbito acompanhada de calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Portanto, devem suspeitar da doença as pessoas (não vacinadas contra febre amarela ou com estado vacinal) que apresentarem um quadro febril agudo (de até sete dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, que residam ou tenham estado (nos quinze dias antecedentes ao aparecimento dos sintomas) em áreas de risco para febre amarela ou em locais com ocorrência de epizootias (enfermidade contagiosa) em primatas não humanos (macacos).

 

O vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa, mas pela picada dos mosquitos transmissores infectados: o Aedes aegypti, no Ciclo Urbano, e os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, no Ciclo Silvestre.

 

Estados atingidos – Segundo dados do Ministério da Saúde, o Estado com maior incidência de casos de febre amarela é Minas Gerais, com 216 casos da doença (dentre os quais76 óbitos) confirmados até às 13h desta quinta-feira (16). Em segundo lugar está o Espírito Santo, com 33 casos confirmados, nove dos quais resultando na morte dos pacientes, e em terceiro está São Paulo, com quatro casos confirmados, dentre os quais três óbitos.

 

Aparecem também na relação do Ministério da Saúde os Estados da Bahia (com quinze notificações, mas nenhum caso confirmado), de Tocantins (com seis notificações, mas nenhum caso confirmado) e do Rio Grande do Norte (com uma notificação ainda em investigação). A relação com o número de notificações, confirmações e óbitos decorrentes da febre amarela está disponível no http://portalsaude.saude.gov.br/.

 
 


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